Meus bichos e seus apelidos. Porque não tem graça ter um nome só.

Milu: Miluzinho, Branquinho.
Lúbia: Véia, Coisa Feia.
Gladys: Gla, Lobo Gostoso, Lobo Lindo.
Lobinho: Lobóvisky, Bóvisky.
Cabeça: Cabecinha, Grandão, Indignação.
Coleira: Gôdu, Godinho, Gôdu Gostoso, Balofonis.
Kero: Nenê, Príncipe Encantado, Anjinho, Razão Amarela.
Tufa: Tufinha, Peluda, Razão Cinza, Princezinha do Cinza, Minha Gostosa.
Ana: Aninha, Preta, Fofa Mãe, Preta Safada.
Hitomi: Princesinha do Branco, Coisa Mais Linda do Mundo, Hi.
Urso: Meu Pretão, Redondo, Amorzão, Ursinho, Ursão, Ússu.
Lina: Inquilina, Lina Bolinha, Coisa Chata, Lina Querida.
Willy: Bicho Selvagem, Bichinho, Willykit.
Mousse: Mou, Meu Fino, Docinho, Meu Mousse de Chocolate Branco.
Fukka: Fukkinha, Fukkinhonha, Nhonha, Inhonha, Pequena.
Shezo: Menininho, Leãozinho, Shezo Perna Aberta.

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Se hoje eu tenho tantos bichos em casa, a culpa é sua.
Se eu descobri como os animais sofrem e como não é normal ver bicho na rua, a culpa é sua.
Se eu sou mais feliz e mais triste por tudo que você me ensinou, a culpa é sua.
Se meu coração cresceu e aprendeu a amar tanto, apesar do buraco que você deixou, a culpa é toda sua.

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Carmen é maravilhosa e tem todos aos seus pés. Menos o guarda certinho, com quem ela cisma. Então, joga nele uma flor com um suposto feitiço e ele se apaixona por ela. Por um golpe de azar, ele acaba largando sua vida certinha e vai com ela viver bandida e ciganamente. Mas no meio de tudo, aparece o toureiro que, em sua dancinha, se apaixona por Carmen, mas ela nem liga pra ele. Quando, mais tarde, na vida bandida, o amor do primeiro vira obsessão e já está enchendo a paciência dela, o toureiro volta e ela decide que agora ama ele. O carinha enlouquece, vira mendigo, e no dia da tourada ele mata a Carmen. FIM!

(PS: eu adoro Carmen, não me levem a mal.)

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Esse 1º de abril não vai ter post nesse blog. E tenho dito.

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Essa manhã, minha mãe me acordou me mostrando a silhueta de um gatinho. Alguém deixou aí na frente de casa, muito espertamente – dessa esperteza do malandro -, e livrou-se rapidamente do problema, de consciência tranqüila por encaminhar a criaturinha a alguém que fará algo de fato.

Ela está bem, foi verificada pela veterinária e, pois bem, é menina. Mas se você não sabe, eu tenho 12 gatos e muitas dívidas. Muito amor, é verdade, mas temos que colocar um limite em algum lugar. (Eu falei dos 4 cachorros?)

Então eu, que tinha que acordar tarde e ir pra aula de canto, me transformo em alguém com uma vida a mais nas mãos e uma responsabilidade imensa de conseguir um bom lar à coisinha mais indefesa do planeta.

Almocei cedo. Saí pra aula e peguei um pacote de bolacha porque sabia que ia dar aquela fome no trânsito de volta da aula.

No trânsito de ida, um homem que devia pesar metade de mim vinha vindo entre os carros pedindo qualquer coisa. Eu fiz aquele nãozinho simpático e genérico de trânsito. Depois do meu carro, ele foi pra calçada mexer nuns sacos de lixo.

Eu olhei pra mim, olhei pra ele. E percebi que ele era tão pessoa quanto eu. O que passaria pela minha cabeça se eu, faminta, recebesse nãos e depositasse todas as minhas esperanças no lixo? O que eu sentiria?

Eu não sei o que eu sentiria, mas o que eu senti eu nunca vou esquecer. Eu, dentro de um carro próprio, ouvindo música num celular caríssimo, indo pra uma aula caríssima. E aquele homem, que perdeu os sentimentos e a dignidade pra fome. Ele queria comer, não queria dinheiro pra comprar sei lá o quê.

Só o que eu pude fazer foi chamá-lo e dar meu pacote de bolacha. Ele me agradeceu. Foi pra calçada e ficou me agradecendo até me perder de vista. E eu fiquei estranhamente chorando até eu me perder de vista.

Eu não entendi muito bem tudo isso que aconteceu. E também não quero dizer como eu fui boa. Na verdade, não foi nada demais, mas tenho consciência de que foi muito mais do que muitos fazem. (Assim como muito menos.) Mas foi uma coisa boa.

E o que eu ganhei?

Não estou dizendo que deveria ganhar alguma coisa em troca, ou que fiz pensando na recompensa. Não, obviamente não é isso. Mas além da minha inescrupulosa satisfação pessoal, pra mim, tanto fazia se eu o ajudasse ou não.

A pessoa boa não ganha absolutamente nada por sua bondade. Aliás, geralmente perde. Mas mesmo assim ela faz o bem. Não consegue evitar.

E se não existe justiça ou recompensa pra quem ajudou, mais infeliz é o que precisa de ajuda. Ele, então, se não fosse pela natureza inevitável de algumas pessoas, estaria tão desgraçado quanto uma flor esquecida ao sol. E não fez nada pra merecer. Fez tanto quanto aquele seu colega que nasceu rico, foi um cretino a vida toda e, enquanto você lê isso, ele curte uma praia particular. Fez menos, até.

A verdade é que não há sequer um resquício de justiça. Não tem ninguém olhando e julgando. Nós somos livres. Se a justiça do homem não te pegar, você pode queimar mendigos, chutar cachorros e fazer sinais feios no trânsito. Você pode fazer o que quiser. E se a sorte já lhe sorriu da largada, você pode muito mais.

Por isso eu sinto tanto por nós, pessoas boas e pessoas desgraçadas. Nós somos vítimas do destino ou de nós mesmas; não temos como fugir. Os sortudos e os cretinos vivem bem e tranqüilos na paz da sua mente completamente egoísta e poupada do mundo. E nunca pagarão por seus males ou por suas omissões. Quem pagará será o desgraçado que cruzar o caminho de um desses e não de um bom.

De noite, coloquei a gatinha no Facebook pros meus amigos amantes dos animais compartilharem e encontrarmos um lar. O Facebook tem suas tranqueiras, mas tem poderes incríveis. Acho que não demorou nem duas horas, apareceu uma pessoa incrível pra adotá-la. Quer dizer, até então estou confiando nela. Amanhã levarei a fofinha. E hoje dormirei feliz como raramente.

A história já provou que fazer o bem não é garantia de se dar bem no final. E fazer o mal não fará você aqui pagar o que aqui fizer. E céu e inferno é consolo de coitado. Não caio nessa.

Mesmo assim, não consigo me livrar desse péssimo hábito de valer o ar que respiro.

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“Mais vale PARECER bom do que SER bom?

Nasci em uma época em que ainda restavam princípios morais e éticos. Costumava ser inerente. Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou banal?

Cresci em décadas de grande liberdade de escolha e expressão… e mesmo assim me assusto com a mudança no comportamento das pessoas, em tão pouco tempo. Fico imaginando meus pais e avós. Deve ser muito assustador, e triste, ver como tudo está “sujo”. Essa liberdade custou caro para todos nós. Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. É a perda da magia… do “Sazon” da vida. Perda do toque especial que os homens, em geral, tinham.

E esse destempero da vida começa nas coisas mais simples, como jogar um lixo no chão. Ou um cavalheiro esquecer que mulheres são damas. Pessoas não se respeitam. Poucos são os que ainda se importam com a VIDA (e qualidade de vida). E essa falta de sabor está em tudo… alcançando limites absurdos, como na política, saúde, educação, direitos humanos, na ganância e princípios éticos. Pessoas morrem na mão de pessoas. Animais e plantas morrem na mão de pessoas. O mundo inteiro morre na nossa mão. Não consigo aceitar que ainda existam pessoas que BEBEM e DIRIGEM, sabendo que isso pode matar ou causar a própria morte. É muito simples agir por impulso e egoísmo. Ninguém pensa? Faz bem colocar o cérebro pra mandar, geralmente. TODOS temos que começar a pensar no próximo. Conhecidos e desconhecidos. União faz a força, gente! Hora de esquecer o próprio umbigo.

Não querer ser sempre o melhor significa ser idiota? Ir nas aulas, dedicação ao estudo e agradecer o professor é careta? Agradecer… mesmo SEM motivo é coisa de gente besta? Agradar alguém por simplesmente querer vê-la feliz é perda de tempo? Dar o melhor de si e esperar isso dos outros é querer demais? Ser gentil no trânsito atrasa a vida? Ter um emprego digno, que agregue coisas boas ao mundo, é direito e vontade de poucos? Queria entender essa realidade distorcida.

Não sou perfeita e sei disso… mas sei que não faço mal a ninguém e durmo de consciência limpa. Escolho fazer o bem, mesmo que eu chateie alguém que não mereça, um dia ou outro. Não somos de ferro…
O que me deixa triste é ver, claramente, que em todo lugar tem alguém querendo ser o melhor do melhor do mundo. Preferindo PARECER bom do que SER bom. Alma suja e egoísta.”

Fernanda Mattos

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Morrer será agridoce.

Triste deixar a vida com todas as coisas que tem nela.
Mas quando eu for embora do mundo, é você quem vai me receber. E então, pra sempre.

Talvez mais doce.

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Esse blog fez nove anos recentemente e eu esqueci. E assim ele permanecerá. Meio esquecido, mas vivo. Não se mata um blog praticamente idoso.
De vez em quando aparece uma lufada nova. Mas em geral é esse marasmo quente de sempre.

E se você está lendo isso… você deve ser a resistência.

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Puxa, esse dia da mentira chegou tão de repente e tão sem sal que nem deu tempo de pensar em alguma coisa. Bom, essa história já tá ficando meio batida, né. E ninguém entra mais aqui mesmo. =(
Só pra não passar em branco, já que já tem um tempinho que eu sempre posto esse dia, vou aproveitar pra mostrar um videozinho, que na verdade tá mais pra um slideshow, com fotos inéditas e bacanas dos meus bichos. Até eu apareço em algumas! Divirtam-se.

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Em 2008, escrevi o post Meus bichos vermelhos e, naquela época, já fazia alguns anos do ocorrido. Então, nós podemos dizer que por pelo menos cinco anos eu carreguei essa dúvida, mas eu honestamente acho que já faz uns dez.

Mas eu descobri!

Por acasíssimo, caí no blog Diário de Biologia, e passeei por um bom tempo por posts sobre baratas e outros insetos. Tem uma coisa bacana lá, parece que as pessoas tiram fotos de bichos estranhos que encontram e a bióloga ilumina o caminho dos curiosos e desesperados. Mas eu não tirei fotos dos meus bichos, nem pra provar que eles existiram! E, de repente, olhando a seção “Que bicho é esse?” do site, achei. Achei! Eu tinha um resquício de esperança, mas a esperança dos tolos! E a tolice valeu!

Vamos ao bicho.

Eu o descrevi muito bem no meu post. E agora sei que é uma lagarta de mariposa. Bom, alguma mariposa, não todas. Os meus eram bem vermelhinhos, e eu julgo que foram perdendo a cor porque foram ficando adultos e perto da hora da transformação, mas provavelmente, por eu tê-los tirado das boas condições, morreram antes.
Em inglês, são chamados de hag-moth. E o texto que arrancou de mim uma das minhas maiores perguntas está aqui.

É isso. Mais um mistério resolvido. Estou muito emocionada com essa descoberta. E, principalmente, por ter certeza de que eu não inventei essas lembranças.

Viva! \o/

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