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Posted on January 8th, 2011 by Flines in Blog
A Disney quis mesmo levar todo mundo ao cinema sem saber o que era o filme de verdade. Toda a divulgação fez Enrolados parecer uma animação 3D comédia tirando um sarrinho da história da Rapunzel. Daí você entrava na sala com a sua pipoca e lá estava ele, todo brilhante e maravilhoso, o clássico.
Só que é muito engraçado.
A Rapunzel não é filha de pobres, é uma princesa. E seu cabelo tem de fato uma razão para ser compridíssimo, e não só pra servir de escada. Isso tudo é muito legal. As músicas são uma graça.
Agora eu preciso ver legendado, porque a voz do Luciano Huck no bonitão foi um incômodo. Nada contra ele, mas dá pra entender, né? Ficava esperando ele querer fazer um “Lar doce lar” na torre.
Eu esperava muito desse filme e mesmo assim fui surpreendida. Cinco estrelinhas e parabéns especial pros dois personagens animais.
A princesa é divertida e muito esperta e o galã faz o tipo Aladdin malandrinho com mais malandrice.
Deixa de nhenhenhe e vai ver.
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Posted on December 12th, 2010 by Flines in Blog
Por muito tempo eu tive medo de todo mundo. Vergonha. Estranho, vergonha é sentimento que cabe aos maus, né. Quem faz coisa errada deveria sentir isso. Não eu, eu era só uma menininha que queria ficar quieta no cantinho sem incomodar ninguém. Não me achava digna da atenção nem do tempo de alguém, muito menos de tomar o tempo de alguém através de aborrecimento. Quanto mais normal e invisível eu fosse, melhor. Eu não poderia, por exemplo, passar batom ou usar um sapato com uma cor mais forte. Não suportava a idéia de que alguém ia mudar o curso de seus pensamentos por um detalhe diferente em mim; suportava menos ainda que esses pensamentos pudessem ser sobre exatamente eu querer atrair alguma atenção. Não queria que alguém tivesse pensamentos negativos a meu respeito, então era mais fácil fugir de qualquer pensamento. (Como se fosse possível. Eu mesma penso tudo sobre todos, até sobre os mais aparentemente inocentes.) Não queria incomodar ninguém comigo, todos tinham vidas muito mais importantes e coisas mais interessantes para pensar e fazer.
Daí nasceu o meu respeito supremo por todos. Se eu te conheço, sei das suas grandes qualidades. Se não te conheço, suas grandes qualidades podem ser maiores do que minha imaginação e eu nem desconfio!, então te respeito.
Mas acontece que as pessoas são as pessoas. E a menininha no cantinho teve muito tempo de boca fechada pra ficar só olhando. Eu sinto que eu casei com o mundo completamente apaixonada e agora já descobri todos os defeitos e só enxergo isso e quero o divórcio.
A primeira coisa que eu posso dizer de alguém é que não gosto dessa pessoa. Não há dúvidas que ela vai apresentar inúmeras razões para ser não gostada. O trabalho difícil é passar por cima disso e gostar. O bom é que ninguém me decepciona. Eu só tenho raras surpresas quando alguém que vale o que come cruza a minha história.
A menininha continua no cantinho. Mas sem medo, sem um brilho de admiração nos olhos. Só o que eu posso fazer é olhar. Eu olho e meu coração se aperta por mais uma vez a verdade se provar. As pessoas gostam do que são e essa é a pior parte. Não tem jeito. Cada uma na sua arte de me enojar, me entristecer e me encher de raiva, todas convictas de si.
Ninguém se pergunta se está fazendo a coisa certa. Ninguém olha pro lado pra ver se está incomodando alguém. Ninguém cala a boca, ninguém desvia, ninguém olha sem maldade, ninguém abaixa a cabeça, nem mesmo diante da certeza do seu erro. Ninguém pára pra se dar conta de que aquilo que acha que o faz grande é o que mais evidencia o ridículo.
Eu imagino que de fora eu ainda seja a mesma pessoa. Na minha. Mas eu não consigo mais ser gentil por muito tempo com alguém que está me implorando para ser odiado, nem nesse mundo que nos manda ter amigos, contatos, interesses. Eu sei que é a solidão que me espera lá no fim. Mas ela não é um sentimento ruim, é só uma condição. E eu tentei.
Não sou uma pessoa revoltada que ninguém entende. Eu me esforço pra me expressar, espero que todos me entendam. Eu gostaria de ver o bacana em todo mundo e fingir que não vi aquele problema gigante de criação, educação e personalidade disfarçado de comentário imbecil ou de jogadinha de cabelo ou de risadinha inoportuna. Infelizmente, as pessoas costumam me perder no primeiro minuto. Só não se esqueçam de que não são todas.
Ah, sim. Eu sei perfeitamente que eu também sou uma pessoa.
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Posted on November 19th, 2010 by Flines in Blog
Essa história toda do ENEM me dá uma sensação de Dogville.
Lá na minha época, quando eu (não) fiz o ENEM, ele era uma prova sem nenhum retorno para o aluno. Para o aluno, isso é uma prova pedindo para não ser feita. Mas aqueles que iam levavam consigo exatamente o que a prova pedia: o que de fato eles haviam aprendido no colégio.
Ora, era o Exame Nacional do Ensino Médio. Uma prova para a entidade Ensino Médio, não para esse ou aquele aluno. O retorno, o resultado era para o MEC, não para um vestibulando. Ninguém gostava, mas estava cada coisa em seu lugar.
De repente, agregaram valor. Valor inverso. É muito mais fácil fazer seu cachorro engolir o remédio se estiver misturado a pedaços de carne. O ENEM ganhou vantagens nos vestibulares de determinadas faculdades.
Junto, vieram os estudos reforçados, os cursinhos preparatórios e a multiplicação da pressão psicológica (que eu nunca vou entender) que os alunos sentem, e cada vez mais cedo, diante da idéia de entrar na faculdade. Há uma distorção do objetivo inicial do exame, vindo provavelmente de uma tentativa torta de conquistar resultados melhores. A ajuda que o ENEM inocentemente quis dar aos alunos para obter resultados genuínos do esforço e do aprendizado do aluno em sala de aula se tornou num trampolim indispensável sem o qual não há como passar no vestibular. É preciso, então, buscar formas alternativas para alcançar uma pontuação acima daquela que era devida ao aluno normal do Ensino Médio, é preciso esquecer que se trata de um incentivo e esquecer do objetivo primeiro daquilo tudo e burlar uma idéia boa, de intenções e proporções nacionais, pela glória de si.
Antes disso, as faculdades eram grandes vazios com uma bola de feno de vez em quando. Sem o ENEM, é impossível passar no vestibular, os alunos mostram em suas declarações chorosas e revoltadas. Ora essa! Isso não existia, isso não deveria existir e alguém que diz estudar tanto não pode tão desesperadamente depender de esmola. Já que vocês insistem que não há futuro sem faculdade, passem, entrem pelos méritos próprios, pelo caminho que já estava aí, sejam bons o suficiente, mas só o suficiente, para colher um punhado de louros. Vençam uma prova sem sentido sem precisar da ajuda de uma com sentido distorcido.
O Exame Nacional do Ensino Médio deveria mudar seu nome para algo como “prova pré-vestibular” ou “vestibular fase 1″ ou “brinde”. Estou cansada de ver adolescentezinhos que estão no colegial, fazem cursinho para o vestibular, fazem cursinho para o ENEM (e não se dão ao trabalho de estudar inglês), chorando por causa de (surpresa!) outro problema no exame, seguido de polêmica e dias de monoassunto. Quem estuda tanto tem obrigação de passar. Vocês estragaram o ENEM, vocês impediram que o Ensino Médio fosse avaliado e melhorado para que ninguém precisasse se descabelar.
Mas, acima de tudo, quem leva o Ensino Médio a sério acaba não precisando de nada mais. E nem precisa ser um louco com os olhos grudados num livro de química enquanto mastiga um de matemática. Cada ano de escola te leva ao próximo, é natural que o colegial te leve à faculdade. E, no final das contas, aquele seu coleguinha bagunceiro e repetente que fez Administração na FAAP e ganhou um carro por entrar na faculdade provavelmente vai ter um emprego melhor que o seu, se é que ele vai ser empregado de alguém.
Pessoal, não choremos sobre migalhas que nem deveriam existir. Vai lá e prepara o seu pão.
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Posted on November 8th, 2010 by Flines in Blog
Como eu já contei uma vez aqui, sou voluntária de um abrigo de cachorros. O abrigo do Patinhas Online, hoje, deve ter pra mais de 130 cães, entre filhotes, adultos, idosos, doentinhos e super saudáveis. E é uma delícia ir lá. Mas é muito triste.
É legal porque eles ficam muito contentes com gente pra brincar e dar uma atençãozinha pra eles. O triste é que são muitíssimos em condições ruins, apesar de todo o trabalho do Patinhas e da Beth. Abrigo não vai ser nunca um lugar bom, por mais recursos e carinho. Bom é um lar pra cada um, ou pra cada uns, e é isso que muita gente teima em não entender quando quer despejar animais em abrigos e achar que está salvando sua alma.
A primeira vez que eu fui até lá, eu tinha acabado de me inscrever e convocaram os voluntários em caráter de emergência em dia de semana porque o funcionário tinha simplesmente desaparecido. Então eu fui, com pouca gente, dar uma limpada no abrigo, que eu nem fazia idéia do que era. E limpa daqui, limpa dali, demorou, mas eu cheguei naquela parte mais afastada e escondida do abrigo (tirando as baias, que são coisas deprimentes). Mais um monte de cães e oh! Tem um lobo ali! Meu deus, tinha um lobo naquela área! Eu precisava entrar lá e brincar com ele!
Entrei. Já tentou pegar um peixe com a mão?
Aquele lobo era medroso! Estava sempre do outro lado, não importava o meu lado. Mas eu cismei. Ouvi a responsável chamar o lobo de Gladys. Ahn? É fêmea? E Gladys? Que nome mais divertido! Mas não foi daquela vez que eu consegui algum contato.
Mas eu cismei mesmo!
E toda vez que eu ia lá, fosse pra mutirão, fosse pra buscar a galera pra feira de adoção, eu dava uma passadinha lá na Gladys pra dar oi. Quando era feira, a gente não entrava no abrigo, mas como a área da Gladys era a última, dava pra dar a volta e vê-los pela grade de trás. E eu ia lá falar com ela. Todos os outos latindo e ela deitada no mesmo lugar de sempre, me ignorando, me olhando de canto. Quando era mutirão, e tinha bastante gente pra limpar, eu queria ir logo pra lá, pra ficar com ela, e com os outros também. Lá é o lugar mais tranqüilo e gostoso do abrigo. E com o tempo e a minha insistência, fui conseguindo chegar mais perto. Se eu conseguisse ficar sozinha com ela num dos “quartinhos” que tem lá, ela deixava passar a mão, mas sem muita afobação. Aí, chegava um outro e ela saía correndo. Várias vezes. Quando a gente levou um monte de ossinhos pra galera, todos ficavam em cima, querendo mais, ela olhava de longe, esperava oferecer pra ela, vinha, pegava em meio segundo e saía correndo.
Então fui conversar com a responsável. Queria entender como um bicho tão bonito estava ali. E ela me contou o mais absurdo. A Gladys chegou no abrigo super nenê. Devia ser a coisa mais fofinha, mais maravilhosinha e felpudinha do mundo! E era! Mas desde sempre, ela era quieta, na dela, tímida e até medrosa. (Parece uma garota que eu conheço.) E por isso, ninguém nunca a quis. E cada vez ela ficava mais assustada e era mais difícil levá-la nas feiras. Passaram oito anos. Oito anos de vida de abrigo, com medo de receber o pouco carinho que passa por ali.
Decidi que ela precisava vir morar aqui comigo. E depois de muita história, ela veio. Faz três meses.
Pra quem não sabe, eu tenho vários gatos e um cachorro idosinho, tinha a batalha da adaptação pela frente, que todos me alertaram que seria a pior parte e levaria alguns meses. A Gladys nunca tinha visto um gato na vida, mas ela preferiu viver em paz com o desconhecido. O Milu achou o máximo. Os gatos não adoraram, mas ninguém foi embora nem ficou doente, nem arranhou ninguém. O Lin deve ter demorado umas duas semanas pra descobrir e assimilar que tinha um cachorro grande em casa.
Hoje, a Gladys dá uma corridinha atrás dos gatos de vez em quando, toma uma bronca, mas se o gato não foge, ela pára e diz “ué…”. Ela latiu algumas vezes, mas não costuma latir. Ela tem cama e casa, mas prefere um sofá. Ela faz uma festa esquisita pulando pra cima quando tá feliz e brinca resmungando. É uma velha resmungona com braço comprido que puxa o seu. Ela tem aquela cara bandida olhando de soslaio. Ela não gosta muito de passear, fica meio atordoada na rua. Ela tem uma orelha que não levanta. Ela espera o dia inteiro por uma oportunidade de roubar a comida especial de velho doente do Milu. Ela não gosta muito de homens… Ela é o meu lobo.
Ela é muito legal! E eu não teria descoberto isso se não tivesse cismado com um cachorro medroso do fundo de um abrigo que trabalha com voluntários. E ela não se chama Liene porque já tinha um nome muito bom.
Isso é pra vocês conhecerem o meu lobinho, mas é também pra incentivar. Eu adotei um vira-lata adulto e foi tudo bem. Só coisas boas.
Vocês podem nos ver aqui nos adotados do Patinhas Online, no meio de outros finais felizes. Agora, dá uma olhadinha na Gladys.

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Posted on November 4th, 2010 by Flines in Blog
“E se a gente cantasse aquelas músicas desse jeito, nessa língua, com esse estilo e…” eu decidi sair do armário.
Assumi que o que eu quero é cantar. E, caramba, faz um ano. Um curso de uma semana de canto e dança e o destino colocou no meu caminho o melhor professor com a melhor técnica. Então eu e minha melhor amiga, a Fê, somos alunas dele.
Não posso dizer que canto maravilhosamente bem. Não posso garantir que quem me ouvir cantando hoje vai notar alguma diferença de um ano atrás, numa noitada no karaoke (cada dia mais raras…). O que eu posso garantir é que, apesar de muito batermos o pé sobre nossa melhora, ela existe! Eu descobri que tenho diafragma e até como usar! Talvez a mudança não seja tão aparente, mas eu sei o que acontece no meu corpo e é aí que eu vejo a diferença. A força para cantar, os músculos, a projeção, a ressonância… Tudo melhorando e tudo deixando o cantar mais fácil. Uma coisa que eu fazia me esgoelando e arrebentando a garganta hoje eu posso fazer sem muito esforço, não que faça bem. Eu chego lá.
Outra coisa. Olha a minha timidez quase se desgrudando de mim. No começo, cantar sozinha na aula era um martírio. Hoje é a parte mais bacana da aula. Perseguir a melhora naquela nota, naquela entrada, conseguir encaixar o som naquele espaço oco da cabeça; os desafios não me assustam, não me constrangem mais. Eu vou conseguir fazer tudo o que eu quiser, na devida hora.
Atualmente, nós dividimos a aula com um cover do Elvis! Nosso colega tem mais de dez anos de palco cantando Elvis! É muito legal.
Eu decidi, numa altura já avançada da minha vida pra isso, ir atrás do meu sonho. E tá sendo uma das coisas mais recompensadoras e divertidas que eu já fiz!
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Posted on October 5th, 2010 by Flines in Blog
A dor não passa, a ferida não sara. A saudade só cresce, me rasga, me mata.
Lá do alto, um anjo amarelo e branco toma conta de mim.
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Posted on September 20th, 2010 by Flines in Blog
Ser cruel e mau e tantas outras coisas que podem causar o mal de tantas formas é opção. Receber o mal, não. O arrependimento pela maldade é uma opção do coração, assim como o perdão.
Quem busca o perdão da pessoa machucada busca uma pequena paz, mas vai sentir-se sempre em dívida com o mundo, com Deus. Principalmente se o perdão direto não puder ser alcançado, no caso de pessoas mortas ou animais.
Considerando que magoar, mentir, ferir, mutilar, matar sejam escolhas, e caminhos traçados não têm volta, de que vale o perdão? Como pode haver redenção?
Não existe um novo caminho que apague um velho. Não há bondade posterior que anule o passado. Se um homem tortura e mata outro homem, nada que ele sinta ou faça vai desfazer a dor da vítima. Aquela dor existiu e mesmo terminada não deixa de ter sido sofrida.
O homem que busca o perdão além das palavras e da vida, que busca uma suposta redenção divina crê num deus cruel e cretino. Um deus que dá aos maus a segunda chance que as vítimas não tiveram. Não importam o Céu e o Inferno quando se está vivo. O sofrimento aqui não tem justificativa.
Os maus terão sempre a alma manchada e devem sofrer e pagar, mesmo que isso também não apague o que fizeram. Não pode haver redenção. A redenção é a Injustiça Divina.
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Posted on September 13th, 2010 by Flines in Blog
Sabe quando um cantor ou uma banda lança um CD com suas melhores músicas na falta de bom material original? Então, um dia eu vou fazer exatamente isso. Não por faltar material, mas porque vai ser muito legal ter um Greatest hits. Enquanto isso não acontece… Eu tava me divertindo com meus próprios tweets e decidi postar alguns aqui. É o Greatest hits do twitter de Flines Bo, segundo ela mesma.
Tô sozinha no meu quarto, quietinha. Eu posso cortar todo o meu cabelo e depois comer e ninguém pode me impedir.
Isso mesmo. Da próxima vez que um pato e um sapo tiverem alguma coisa a dizer, é melhor vocês ouvirem.
Tem um bichinho TÃO minúsculo aqui que eu já matei ele umas quatro vezes, dá um tempinho, ele dá aquele pulinho ressuscitador e sai andando.
Ganhei um Kinder Ovo sem pedir. =D
Meu deus! Mais um mistério da minha pasta de blocos de notas! “Se uma vaca tem a chave, a outra também tem.”
“Oh, don’t mind me… I’m just enjoying my betterthanyouness.”
Eu nem me surpreendo com a minha irresponsabilidade. Mas se eu tivesse que salvar o mundo, o mundo poderia ficar tranqüilo.
Eu tenho certeza de que os gatos inventaram a interrogação.
Não posso traçar um plano tão simples pra mim. Faculdade, emprego, apartamento. Me sentiria nada. Vou pelo outro lado. Se der errado, deu.
A única vez que tentaram me assaltar eu convenci o cara a desistir e ele ainda me pediu desculpa.
Hoje é um daqueles dias que a minha cicatriz de lata de atum no dedão tá doendo.
Um pernilongo pegou meu dedão agora eu acho que ele vai cair. Não vai nem gangrenar, vai cair direto.
Caramba, me boicotei! Coloquei pra lavar juntas as calças que disfarçam minha obesidade!
Odeio as palavras gravidinha e gravidíssima.
Hoje sonhei com o Garth Brooks. Ele me pediu em casamento. Eu aceitei.
“Pois é, eu também não sabia, aí fui lá e aprendi.” XD
Quando eu digo que tenho muita coisa pra fazer as pessoas riem. É alguma piada que só eu não entendi?
Tive uma idéia imbecil pra consertar um grampeador e quase grampeei a boca.
Eba, preciso estudar! =D Vou lá antes que eu morra de sede de saber. =D~
Se um porquinho rosinha não virasse um lindo porcão grandão e redondão, eu teria um. … Talvez eu tenha um mesmo assim.
Ser gato e brincar pela casa deve ser como ser criança no Parque da Mônica. Parque da Mônica todo dia. É a vida perfeita!
Uma pessoa que me encontrar hoje depois de muito tempo com certeza vai pensar “puxa, ela engordou, né”.
Tô adquirindo uma doença mental de achar que as minhas mãos tão sempre sujas. Ou eu sou uma porca com as mãos sempre sujas.
Poema de inverno de uma sabiá que não migrou: Flores sem botão/Caem no chão/O chão é durão/O céu todo cinzentão/E no chão não há minhocão
Hoje meu nariz tá atrapalhando mais a visão do meu olho esquerdo que do direito. Será que eu entortei?
Essa noite dormi com o Lin do meu lado, a Keshi nos meus pés e a Tufa na minha barriga. É o que eu chamo de felicidade desconfortável.
Fiz mais pipoca do que consigo comer, me sinto no Vale Encantado.
Tem uma picada tão esquisita na minha mão que eu tenho certeza que peguei mal de Chagas.
Achei um email que eu me mandei com anexos e aproveitei pra dizer: “Oi, eu. Você tá linda hoje. ;D”. Que coisa besta. XD
Linhas tortas ~ Casa vazia. Esqueci a chave. Arrombei o portão. Entrei pelos fundos. Vi o arco-íris perfeito no céu. ~ Certo
Esses jovens de hoje em dia não sabem o que é verdura o que é legume; não sabem a diferença de agrião e rúcula, de sabiá e bem-te-vi.
Quando eu nasci a Deusa do Cabelo não sussurrou no meu ouvido o segredo de prender o cabelo com pressa e de qualquer jeito e ficar linda.
Talvez eu passe manteiga no pão como ninguém. Já seria alguma coisa.
Ai. Quando você acha que varanda gourmet é a pior coisa, aparece um outdoor living gourmet. Apartamento de 70m². É o apocalipse.
E foi exatamente o que aconteceu. Bem assim. E fim.
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Posted on August 16th, 2010 by Flines in Blog
Sempre que está muito frio ou muito calor, eu comento isso.
Quando alguém se machuca na nossa frente, temos aquele arrepiozinho de compaixão. Pelo menos, eu imagino que sejamos quase todos assim. Até mesmo se alguém só diz “entortei a unha pra trás” vem a aflição por imaginar a dor do outro. Afinal, todos conhecemos dor, mesmo que um de nós ainda não tenha entortado a unha pra trás.
Todos conhecemos frio e calor também. Com esse frio que estou passando agora, posso imaginar a situação de calor. A situação mesmo, roupas leves, gente desencolhida e suando. Mas não consigo ter a sensação de calor que corresponde ao arrepio da dor. O mesmo acontece com o calor; quando está quente demais, é impossível compreender a necessidade de luvas e cachecol. Nem mesmo ao ver um filme com muita neve eu sinto o mínimo de compaixão porque não sou capaz de compreender um lado estando do outro.
Não sei se acontece com todo mundo, mas acho essa dificuldade interessante.
Outra coisa relacionada a isso é que, mesmo sofrendo com o frio, cheguei à conclusão de que prefiro o calor, e manterei essa conclusão quando o frio for embora. Percebi que o calor excessivo é como uma pedra no sapato, é um incômodo permamente. Mas o frio é como uma dor. (Embora eu não sinta compaixão pelo frio alheio.) O frio machuca, fica doendo e não te deixa em paz.
Prefiro me vestir para o inverno, mas prefiro existir no verão. Quando ele chegar, vou reclamar, mas vou preferir.
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Posted on August 1st, 2010 by Flines in Blog
(Ouça o som agridoce do meu ego inflando.)
Eu consigo me lembrar de quatro pessoas que me fizeram muito mal e saíram da minha vida, seja pela minha vontade ou pela deles. Três dessas pessoas tentaram entrar de volta. Da quarta pessoa eu recebi notícias de muitas lágrimas.
A primeira, talvez alguém se lembre, comprou minha atenção carinhosa no papel de um gentil anônimo comentando aqui no blog. Assim que eu soube quem era, insultei e encerrei conversa.
A segunda, atrelada ao meu intercâmbio frustrado (uma longa história que um dia talvez eu conte), me mandou um email um tempo depois, não para me pedir desculpas, mas para dizer que não queria me perder, assim como tudo querido na vida. Uma outra amiga que ela afastou morreu antes que ela pudesse dizer alguma coisa. Azar. Não vá ao meu funeral. E pensava em mim com muito carinho; a mesma pessoa que, ao ouvir minhas desculpas uma vez, disse “você só está dizendo isso pra mostrar como é superior”. Nojentinha asquerosa.
A terceira, um ex-namorado de uns três anos atrás recentemente veio com emailzinho pra me dizer que sente falta das minhas conversas, da minha opinião sobre as coisas, alegando não ter ninguém por perto pra bater certos papos. Quis saber até o que eu acho de Twilight. Pediu trégua, já passou tanto tempo, não é mais hora de sentir raiva. Eu nunca causei mal a ele. Ele, que nunca ligou muito pro que eu tinha pra dizer, que terminou comigo pelo telefone me dizendo de “você não serve pra nada” pra baixo, vem querer ser meu amiguinho?
Quando meu coração e minha cabeça já não tinham mais espaço pra vocês, quando eu só lembrava de vocês pra citar um desgosto ou um cretino, quando eu estava lá na frente, vocês esticaram uma mãozinha do inferno pra que eu lhes socorresse da minha ausência. Não.
É maravilhosa a sensação de fazer falta na vida de alguém que nem ao menos cruza os meus bons pensamentos. Eu nunca pensei em ir em busca daquilo que me deixou com dor. Prova maior de que eu não machuquei ninguém é que eles voltaram. Prova de que me machucaram é o rabo entre as pernas, mas ninguém nunca me deu o prazer de negar o perdão. Me satisfaço negando a minha pedida presença enquanto eu não preciso de nenhum deles na minha inabalável felicidade.
Protejo com a minha vida. Mas, uma vez que você sai, nunca mais pode voltar.
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